Analfabetismo Emocional: um sofrimento para as famílias modernas


Como não reconhecer o funcionamento da própria mente pode prejudicar as relações saudáveis dentro das famílias modernas.


Nunca pensei em ser madrasta. Também nunca imaginei que algum dia minha família teria tantas nuances delicadas. Quando fazemos para de uma família moderna (mosaico), um dos maiores desafios será sempre equilibrar e apaziguar opiniões e pessoas. Isso porque são muitos os personagens que são parte da estrutura familiar.

Entretanto, antes de equilibrar emoções exteriores, será necessário dominarmos nossos próprios pensamentos. Somente assim a madrasta terá o discernimento necessário para fortalecer sua família.

Você já deitou para dormir, só pra ser atacada pelos seus próprios pensamentos? Você tem a sensação de que falou algo de errado no almoço, mas não sabe o que. Então você revive palavra por palavra. Ou então surge a preocupação. E quando você percebe, mesmo com tanta coisa pra fazer, não fez nada ainda. Aí chega o famoso pensamento: “se eu dormir agora, vou ter cinco horas de sono”. Você passa mais algum tempo com seus pensamentos, e quando dorme percebe que apenas terá quatro horas de sono.


Acredito que muitos já tiveram pelo menos uma noite assim. Eu admito, já tive várias! Afinal, esse é o poder da nossa própria mente. E ela pode causar muitas noites assim, além de dias dispersos. Este é o sinal claro de que suas emoções tomam conta de você mais do que deveriam, podendo significa analfabetismo emocional.





Analfabetismo emocional? O termo pode soar bem complexo, mas na verdade é algo muito simples! O conceito, dado pelo psicoterapeuta francês Claude Steiner, é nada mais do que incapacidade de compreender, catalogar e gerenciar nossas emoções.


Simplificando é quando não compreendemos nossos próprios sentimentos, é mais difícil entender os dos outros. Assim, também corre o perigo de apatia e indiferença aos outros. Portanto, uma grave ameaça para as madrastas, que possuem um importante papel diante do turbilhão de emoções que pode envolver uma família mosaico.



Uma pessoa com educação emocional consegue observar seus sentimentos e pensamentos, e entender porque está assim no momento. Ela consegue parar, pensar, e reagir.


A pessoa pode até estar com raiva ou triste, mas o processo que ela usa para lidar com os sentimentos é um processo racional e calmo. Ao contrário, alguém com analfabetismo emocional é vítima das próprias emoções. Essa pessoa vai agir impulsivamente, sem nem entender porque. E, assim, aumentando cada vez mais o caos a sua volta.




Mas então, como podemos tomar controle dos nossos pensamentos? Como podemos compreender a nossa mente, e cultivar o equilíbrio emocional? Vamos aprender a ter noites (e dias) mais sossegadas!




Como começa


Primeiro, vamos entender a origem. Porque tem pessoas que lidam com suas emoções tão facilmente e outras que são levadas por elas? Como quase tudo na vida, o problema vem da infância!


Todo bebê é analfabeto emocional. Eles choram, riem e fazem caretas para demonstrar tristeza, felicidade e angústia. Já com quatro meses, eles conseguem diferenciar as emoções das pessoas ao redor, lendo as expressões faciais e corporais. Com seis meses, eles conseguem imitar essas mesmas emoções. Para as crianças aprenderem a identificar e controlarem suas emoções, elas precisam de validação emocional dos pais. Elas precisam que os pais aceitam sua experiência emocional, seja ela tristeza, raiva, medo ou felicidade. Elas precisam que os pais digam: “sim, eu entendo que você está sentindo isso”.


Quando isso não acontece, é um processo de invalidação emocional. Se as emoções da criança forem ignoradas, rejeitadas ou até julgadas, a criança vai começar a tratar as emoções como algo negativo. Ela vai reprimi-las. Por reprimi-las, a criança não aprende a identificar ou tomar conta das suas próprias emoções. Assim, adultos com analfabetismo emocional geralmente não receberam ferramentas de aprendizagem emocional quando crianças.

Como criar educação emocional

Agora vamos para parte boa! Mesmo se você não aprendeu essas técnicas quando criança, ainda pode aprender. Sim, vai ser mais difícil e vai precisar de bastante prática. Mas é possível ter uma re-educação emocional na vida adulta, sim! Vamos lá.


Diferenciar emoções


Pode parecer meio bobo, mas é importante saber que tristeza não é a mesma coisa que depressão. E preocupação não é o mesmo que ansiedade. Além do mais, é preciso se perguntar: porque estou sentindo isso? Encontrar a origem e a causa é importante para o conhecimento emocional.


Autocontrole


Como já vimos, reprimir e negar emoções não é saudável. Mas também não podemos deixar nossas emoções tomarem conta, ou até descontar em outras pessoas. Então o que fazer? Controle as emoções! Deixe o sentimento vir, mas canaliza ele. Controla a emoção de um modo assertivo e positivo. Por exemplo, está se sentindo ansioso? Dá uma corrida! Sentindo muita raiva? Faça muay thai! Está estressado? Comece a anotar seus pensamentos, talvez acabe escrevendo a própria solução pros seus problemas.


Empatia


Lembra da validação emocional que crianças precisam? Empatia é nada mais que isso. É ver como o outro se sente, escutar o outro, e falar “tudo bem, eu aceito suas emoções”. Empatia é muito importante para o alfabetismo emocional porque também precisamos que os outros tem empatia conosco.


Resiliência


Entenda que toda adversidade, toda dificuldade é um momento para se tornar mais forte. É preciso ver a importância dos momentos ruins para que podemos virar a página e seguir em frente. Se não tiver resiliência, cada momento ruim, cada memória pode ser um gatilho para depressão ou ansiedade.


Ajude os outros


Se você tem uma boa educação emocional, pode servir de grande ajuda para os outros. Sua empatia e capacidade de gerenciar emoções pode trazer a melhor versão das pessoas num conflito pessoal. Se alguém não tem tanto controle de suas emoções, você pode ajudar!


Seguimos juntos. 🙏🏼


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Suellen Trianda


Mãe esforçada, madrasta em treinamento, empreendedora teimosa, escritora de textões, apaixonada pelo Alê, mantida à base de chocolate, movida pela fé e pela busca de respostas para tudo que sentimos e pode ser explicado.

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